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Trauminha mantém irregularidades, após 7 fiscalizações

Trauminha mantém irregularidades, após 7 fiscalizações

Por: Luanja Dantas
10/11/2021 às 17h40 Atualizada em 10/11/2021 às 20h40
Trauminha mantém irregularidades, após 7 fiscalizações
Foto: Reprodução
De acordo com o Conselho Regional de Medicina (CRM-PB), o Complexo Hospitalar Mangabeira Tarcísio Buriti (Trauminha), em João Pessoa, já passou por sete fiscalizações e ainda mantém irregularidades graves. O CRM-PB planeja um encontro com o secretário municipal de Saúde, Fábio Rocha, para que seja traçado um plano de ações que resolvam as falhas o quanto antes. A ideia é que a reunião ocorra ainda nesta semana.
“Estruturalmente, o hospital vem passando por reformas, que já trouxeram algumas melhorias. Mas ainda há muita coisa a ser feita e resolvida. Um equipamento de saúde como o Trauminha não pode ficar na situação em que está”, disse o diretor de fiscalizações do CRM-PB.
Conforme relato dos médicos, faltam insumos básicos no hospital, como lâmina de bisturi, luvas de procedimento, fios de sutura, cateter intravenoso, dentre outros. Os profissionais também afirmaram que o hospital não tem condições de agendar alguns tipos de procedimentos, como as cirurgias de cabeça e pescoço, por não possuir equipamentos e medicamentos especiais para tais operações. Muitas vezes faltam também antibióticos e outros remédios. A Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto. Em agosto deste ano, em parceria com os Ministério Público Federal e Estadual, o CRM-PB fez mais uma fiscalização no Trauminha. Conforme o relatório de fiscalização foi verificado que a disponibilidade de medicamentos e insumos básicos para o exercício da medicina continuava em nível crítico, com medicamentos prescritos que não estavam sendo administrados nos pacientes e sem estoque na farmácia central. Também foi constatada superlotação, com pacientes com fraturas de extremidades internados em leitos de observação e urgência, alguns em poltronas, aglomerados. Ainda havia superlotação na Unidade de Recuperação Pós-Anestésica (URPA), com quantidade de pacientes superior ao número de leitos. Na URPA também foi verificada a falta de equipamentos para monitorização adequada em quantidade suficiente.
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