Hytalo e marido deixam cadeia em Carapicuíba chorando e são transferidos para presídio em São Paulo
Hytalo e marido deixam cadeia em Carapicuíba chorando e são transferidos para presídio em São Paulo
Por: Luanja Dantas
18/08/2025 às 16h49Atualizada em 18/08/2025 às 19h49
Foto: Reprodução
O influenciador digital Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, foram transferidos na tarde desta segunda-feira (18) da cadeia pública de Carapicuíba, na Grande São Paulo, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista. Eles deixaram o local visivelmente abalados e chorando. O casal foi preso na última sexta-feira (15), em Carapicuíba, após o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba. Inicialmente, os dois estavam custodiados na carceragem do 1º Distrito Policial da cidade. Hytalo e Israel são investigados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por suspeita de exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para as redes sociais, além de possível tráfico humano. No sábado (16), a Justiça paraibana negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa. Apesar de já serem investigados há alguns anos, as prisões aconteceram após a repercussão de um vídeo de 50 minutos publicado pelo influenciador Felca, que denunciou práticas de exploração, erotização e adultização de crianças e adolescentes em vídeos gravados em uma mansão pertencente a Hytalo, na Paraíba. Felca revelou, em entrevista ao programa Fantástico, que levou cerca de um ano para reunir provas e páginas com os conteúdos. Com a repercussão, Hytalo e o marido deixaram o imóvel e viajaram até São Paulo, onde alugaram uma casa em Carapicuíba. Para a Justiça, a viagem foi interpretada como uma tentativa de fuga e destruição de provas. Além das prisões, as redes sociais dos investigados também foram derrubadas por decisão judicial. A defesa do casal, feita pelo advogado Felipe Cassimiro, classificou as prisões como “ilegais”. Após a denúncia, Felca relatou ter recebido ameaças de morte pelas redes sociais. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Civil pode investigar o caso, mas que o influenciador precisa formalizar a ocorrência em uma delegacia. A Justiça paulista também determinou que o Google quebre o sigilo de dados de uma conta de e-mail suspeita de enviar as ameaças.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.