25°C 29°C
João Pessoa, PB
Publicidade

Implanon chega aos planos de saúde e ao SUS: contraceptivo de longo prazo desafia obstáculos no Brasil

Implanon chega aos planos de saúde e ao SUS: contraceptivo de longo prazo desafia obstáculos no Brasil

Por: Hermano Araruna
01/09/2025 às 16h29 Atualizada em 01/09/2025 às 19h29
Implanon chega aos planos de saúde e ao SUS: contraceptivo de longo prazo desafia obstáculos no Brasil
Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (1º), o Implanon, implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel, passa a ser obrigatório nos planos de saúde para mulheres entre 18 e 49 anos. A novidade promete mais do que prevenção: questiona como o país encara planejamento familiar, desigualdade e mortalidade materna.

O Ministério da Saúde anunciou que o SUS também vai distribuir o dispositivo. Até 2026, estão previstos 1,8 milhão de implantes, sendo 500 mil ainda este ano, com investimento de R$ 245 milhões. O método atua por até três anos sem necessidade de manutenção diária e permite que a fertilidade retorne rapidamente após a remoção.

Diferente de pílulas ou injetáveis, que dependem da rotina da usuária, o Implanon pertence à categoria LARC (contraceptivos reversíveis de longa duração), reconhecida por sua eficácia e independência do uso contínuo. Para especialistas, é uma oportunidade de reduzir gestações não planejadas e mortalidade materna, mas também evidencia desafios históricos do país: desigualdade no acesso à saúde, desinformação e resistência cultural a políticas de planejamento reprodutivo.

O Implanon não é apenas um implante: é um teste de capacidade do sistema de saúde em combinar tecnologia, prevenção e direitos das mulheres, oferecendo uma solução prática a um problema persistente.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários