
A Paraíba passou a oferecer, na rede pública de saúde, o implante contraceptivo subdérmico para mulheres, e já capacitou médicos e enfermeiros da Atenção Básica para realizar o procedimento. A iniciativa é da Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio das Gerências Operacionais da Atenção Básica e da Saúde Materno-Infantil, em parceria com o Ministério da Saúde e municípios contemplados.
A capacitação reuniu profissionais de saúde que atuam nos 11 municípios onde o serviço começa a funcionar: João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Sapé, Guarabira, Queimadas, Campina Grande, Patos, Sousa e Cajazeiras. O treinamento foi realizado na Unidade Básica de Saúde Jardim Aeroporto, em Bayeux, e incluiu a inserção do implante em usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS).
A técnica da Gerência Operacional de Atenção Básica à Saúde, Alana Franco, explicou que a capacitação teve início em novembro de 2025, com a etapa teórica. A fase prática começou em Campina Grande, em dezembro, e agora segue para os demais municípios. Segundo ela, o Ministério da Saúde definiu como critério cidades com população acima de 50 mil habitantes, o que inclui 11 municípios paraibanos.
O implante subdérmico integra os métodos contraceptivos de longa duração. Trata-se de um pequeno bastão colocado sob a pele que libera o hormônio etonogestrel por até três anos, impedindo a ovulação e aumentando a espessura do muco cervical. Ele não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, por isso o uso de preservativo continua recomendado. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão sangramentos irregulares. A fertilidade retorna rapidamente após a retirada do dispositivo.