
A defesa do policial militar José Eduardo de Oliveira Filho se pronunciou nessa segunda-feira (23) após a Justiça da Paraíba manter a prisão preventiva do agente. Ele é acusado de agredir o filho e a filha do deputado federal Mersinho Lucena durante o Bloco das Muriçocas do Miramar, em João Pessoa.
Em nota, os advogados afirmam que não houve intenção de matar e que a acusação de tentativa de homicídio desconsidera “a realidade dos fatos e a ausência de qualquer indício de dolo”. A defesa também declarou ver com “estranheza e séria preocupação” a rapidez e o rigor adotados na condução do caso.
O episódio aconteceu no dia 11 de fevereiro, no Camarote Cabo Branco, durante a programação carnavalesca.
Segundo o posicionamento apresentado, o policial teria reagido a “injustas agressões iniciadas por um grupo de jovens que promoviam desordem e instabilidade no local”, negando que tenha ocorrido um ataque deliberado.
A defesa ainda mencionou que as supostas vítimas possuem parentesco com figuras políticas de influência, sugerindo que o caso pode ter recebido tratamento motivado por pressão externa, e não exclusivamente por critérios técnicos jurídicos.