
A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), deflagrou nesta quinta-feira (26) a Operação Argos, considerada uma das maiores ações contra o narcotráfico interestadual dos últimos anos. A ofensiva teve como alvo uma organização criminosa comandada por Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô”, apontado pelas investigações como principal fornecedor de drogas na Paraíba e em áreas do Sertão de Pernambuco e do Ceará.
A operação mobilizou mais de 400 policiais civis e contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB), além de unidades especializadas da Polícia Civil, como o GOE, o GOC, a Unintelpol e delegacias de repressão a entorpecentes. Também houve colaboração das Polícias Civis de São Paulo, Bahia e Mato Grosso.
As investigações começaram em 2023, após uma sequência de apreensões recordes de drogas na Paraíba, que, segundo a polícia, estavam ligadas ao mesmo grupo criminoso. A análise de celulares apreendidos e a quebra de sigilo bancário indicaram a existência de uma estrutura organizada com atuação em vários estados, descrita pelos investigadores como uma espécie de “holding” do crime interestadual.
De acordo com a Polícia Civil, as apreensões realizadas ao longo da investigação causaram prejuízo superior a R$ 100 milhões à organização criminosa.
Mandados estão sendo cumpridos em 13 cidades distribuídas em cinco estados: na Paraíba (João Pessoa, Campina Grande, Areia, Alagoa Nova, Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras), em São Paulo (São Paulo, São Bernardo do Campo e Hortolândia), na Bahia (Cândido Sales) e em Mato Grosso (Nova Santa Helena).
Entre as medidas judiciais determinadas estão:
O nome da operação faz referência a Argos Panoptes, personagem da mitologia grega conhecido como o “guardião de cem olhos”, simbolizando a vigilância contínua das forças de segurança no combate ao crime organizado.