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Supermercados da Paraíba defendem contratação por hora após debate sobre fim da escala 6x1

O debate sobre o fim da escala 6x1 tem mobilizado setores empresariais e trabalhadores em todo o país e deve continuar em discussão no Congresso Nacional nos próximos meses.

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
11/05/2026 às 17h01
Supermercados da Paraíba defendem contratação por hora após debate sobre fim da escala 6x1

Entidades representativas do setor supermercadista da Paraíba defenderam, nesta segunda-feira (11), a contratação de funcionários por hora trabalhada como alternativa ao possível fim da escala 6x1, proposta que está em discussão no Congresso Nacional.

O debate aconteceu durante fórum promovido pelo Farol do Desenvolvimento da Paraíba, em João Pessoa, reunindo representantes empresariais para discutir os impactos das mudanças nas regras trabalhistas.

As entidades apoiam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, de autoria do deputado federal Lucas Redecker, que prevê a possibilidade de remuneração por hora trabalhada. A proposta ainda está em fase de coleta de assinaturas no Congresso.

Segundo o superintendente da Associação de Supermercados da Paraíba, Damião Evangelista, o modelo de contratação por horas pode trazer mais flexibilidade tanto para os trabalhadores quanto para os empresários.

“Que o colaborador tenha essa liberdade de escolha junto com o empresariado e fazer a contratação pelo banco de horas. Assim, a gente acha uma solução viável para o colaborador e também para o setor”, afirmou.

Representantes do segmento alertam que uma eventual mudança na escala atual pode provocar aumento de até 20% na folha de pagamento das empresas. De acordo com o setor, esse impacto financeiro poderá ser repassado aos consumidores e afetar diretamente os custos operacionais das empresas.

O presidente do Farol do Desenvolvimento da Paraíba, José Carneiro, afirmou que o tema ainda precisa ser debatido de forma mais ampla com a sociedade. Segundo ele, diferentes categorias profissionais possuem realidades distintas e não deveriam ser tratadas de maneira uniforme.

“Temos inúmeras situações onde a relação entre empregado e empregador varia de acordo com o tipo de trabalho. Essa falta de diálogo é o que marca essa discussão”, destacou.

O debate sobre o fim da escala 6x1 tem mobilizado setores empresariais e trabalhadores em todo o país e deve continuar em discussão no Congresso Nacional nos próximos meses.

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