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Trabalhadores poderão usar FGTS para renegociação de dívidas

A medida permitirá o uso de até 20% do saldo disponível no FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
14/05/2026 às 14h36
Trabalhadores poderão usar FGTS para renegociação de dívidas

Os trabalhadores poderão consultar, a partir do próximo dia 25 de maio, o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) disponível para utilização no programa de renegociação de dívidas do governo federal, o Novo Desenrola, também chamado de Desenrola 2.0.

A medida permitirá o uso de até 20% do saldo disponível no FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para amortização ou quitação de dívidas em atraso.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, após a consulta do saldo, as instituições financeiras terão prazo de até 30 dias para formalizar os contratos com os trabalhadores e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal.

Depois da validação do contrato, a Caixa fará a transferência direta do valor do FGTS para a instituição financeira responsável pela renegociação. A expectativa do governo é de que até R$ 8,2 bilhões sejam utilizados no programa.

Atualmente, a Caixa finaliza a integração dos sistemas e realiza testes operacionais para viabilizar a nova modalidade. Na última terça-feira (13), os bancos receberam o documento com as regras e especificações técnicas do processo.

Além da renegociação de dívidas, o governo também confirmou um saque complementar do FGTS para trabalhadores demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025 e que aderiram ao saque-aniversário.

Segundo o governo federal, mais de 10,5 milhões de trabalhadores devem receber os valores complementares a partir do próximo dia 26, após autorização da MP nº 1.331/2025.

O desbloqueio adicional está estimado em R$ 8,4 bilhões, com depósito automático nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS.

Continuarão bloqueados apenas os valores vinculados às operações de antecipação do saque-aniversário contratadas junto às instituições financeiras.

O Ministério do Trabalho também alertou que, antes do dia 25 de maio, os valores que serão creditados poderão deixar de aparecer temporariam

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