
A defesa do empresário Cristian Veiga Dantas voltou a contestar a prisão do investigado pela morte do construtor Rubens Fernandes, ocorrida após a festa Soul João, em Lagoa Seca. Durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (23), a advogada classificou a manutenção da prisão como injusta e criticou a repercussão do caso.
Ao solicitar a liberdade provisória do empresário, a defesa ressaltou que Cristian possui bons antecedentes, endereço fixo e, segundo a argumentação apresentada, não representa ameaça à investigação ou ao andamento do processo.
A advogada afirmou ainda que o acusado tem colaborado com as autoridades desde o momento da prisão e que não existem elementos que indiquem risco de fuga, interferência na produção de provas ou reincidência criminal.
Durante a audiência, a defesa sustentou que a permanência do empresário na prisão seria uma medida desnecessária diante das condições pessoais apresentadas ao Judiciário.
Cristian Veiga Dantas foi preso em flagrante após ser apontado pelas autoridades como responsável pelo disparo que matou o construtor Rubens Fernandes na saída da festa Soul João, realizada no último domingo (21), em Lagoa Seca.
A defesa também questionou a repercussão do caso e alegou que parte das informações divulgadas publicamente teria contribuído para a construção de uma interpretação parcial dos fatos, antes da conclusão das investigações.
O caso continua sendo apurado pela Polícia Civil, enquanto a Justiça analisa os pedidos e os elementos apresentados pela acusação e pela defesa.