
O professor Antônio Lisboa Leitão de Souza, demitido pelo Ministério da Educação (MEC) após a conclusão de um processo administrativo disciplinar que apurou casos de assédio sexual e assédio moral contra estudantes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), também respondeu a um processo por assédio sexual em 2017 e atua como diácono da Diocese de Campina Grande.
Além da carreira acadêmica, Antônio Lisboa foi ordenado diácono pela Diocese de Campina Grande em 2015. Em maio deste ano, ele foi transferido da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores e São Lucas. A reportagem procurou a Diocese para saber se a instituição pretende adotar alguma medida ou se posicionar sobre o caso, mas não obteve resposta até a última atualização.
A decisão judicial referente a um processo de 2017, no qual o professor respondeu por assédio sexual contra duas mulheres. Na ocasião, ele foi beneficiado com a suspensão condicional do processo, instrumento previsto na legislação que suspende o andamento da ação mediante o cumprimento de condições determinadas pela Justiça.
Conforme a sentença, o investigado cumpriu prestação de serviços à comunidade e compareceu periodicamente em juízo durante o período estabelecido. Como não houve descumprimento das condições impostas, a Justiça declarou extinta a punibilidade e determinou o arquivamento do processo, sem julgamento do mérito da acusação.
A demissão do professor foi publicada pelo Ministério da Educação após a conclusão de processo administrativo disciplinar que apontou a prática de condutas de conotação sexual e assédio moral contra alunas da UFCG. O procedimento administrativo tramita em esfera independente da ação judicial de 2017.