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Vaticano em silêncio: começa o conclave que escolherá o novo papa

Vaticano em silêncio: começa o conclave que escolherá o novo papa

Por: Hermano Araruna
06/05/2025 às 10h09 Atualizada em 06/05/2025 às 13h09
Vaticano em silêncio: começa o conclave que escolherá o novo papa
Foto: Reprodução
A Capela Sistina volta a se fechar em absoluto silêncio nesta quarta-feira (7). Atrás de portas pesadas, sob afrescos que já viram séculos de história, 133 cardeais de 70 países iniciam o conclave que definirá o novo líder da Igreja Católica, hoje com 1,4 bilhão de fiéis espalhados pelos continentes. Não há celulares, televisores ou qualquer janela para o mundo exterior. Dentro da capela, apenas orações, conversas discretas e cédulas de papel. O voto é secreto, o ritual é antigo, e a vigilância é rigorosa — como manda a tradição desde o século XIII. A eleição exige maioria qualificada: dois terços dos votos, o que pode levar dias. Até lá, o mundo todo aguarda o sinal mais conhecido do Vaticano: a fumaça branca no alto da Capela Sistina, sinal de que um novo papa foi escolhido. Enquanto isso, os corredores do Vaticano ganham ritmo contido. A movimentação de jornalistas se mistura à expectativa de fiéis. Lá dentro, cada cardeal leva consigo não apenas seus votos, mas os dilemas do nosso tempo: crises humanitárias, tensões políticas, mudanças climáticas e a busca por renovação em uma Igreja que, há tempos, tenta dialogar com um mundo em transformação. O anúncio, quando vier, será feito em latim, da sacada da Basílica de São Pedro. “Habemus Papam”, dirá o cardeal Dominique Mamberti, veterano da diplomacia vaticana, escolhido para apresentar o novo pontífice. Ele terá diante de si o desafio de conciliar fé e geopolítica, doutrina e realidade, tradição e escuta. Há quem torça por surpresas, inclusive entre os sete cardeais brasileiros com direito a voto. Mas, nos bastidores, especialistas avaliam que o momento favorece perfis com maior peso diplomático, sobretudo vindos da África, Ásia ou Europa Oriental. A decisão, como sempre, passa longe de cálculos simples. Além do comando espiritual da Igreja, o papa que sairá deste conclave assume também uma voz potente no cenário internacional. Seus posicionamentos podem alterar o tom de negociações, influenciar governos e ecoar em temas como desigualdade, migração e conflitos armados. O conclave é sigiloso, mas o impacto de sua decisão é planetário. E enquanto a fumaça branca não sobe, o mundo permanece em vigília.
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