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Conta de luz será grátis para 14 milhões de brasileiros com nova MP do Governo Federal

Conta de luz será grátis para 14 milhões de brasileiros com nova MP do Governo Federal

Por: Luanja Dantas
07/05/2025 às 06h19 Atualizada em 07/05/2025 às 09h19
Conta de luz será grátis para 14 milhões de brasileiros com nova MP do Governo Federal
Foto: Reprodução

A nova medida provisória (MP) que trata da reforma do setor elétrico no Brasil foi concluída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deve ser enviada ao Congresso Nacional ainda esta semana. A proposta prevê redução significativa nas contas de luz para cerca de 60 milhões de brasileiros, com gratuidade total para 14 milhões de pessoas e descontos expressivos para outros 46 milhões.

A MP foi elaborada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e passou pelas mãos da Casa Civil nas últimas semanas. O texto estabelece que as mudanças comecem a valer a partir de junho.

Entre os beneficiados com a gratuidade da tarifa estão consumidores com renda per capita de até meio salário mínimo, inscritos no CadÚnico e com consumo mensal de até 80 kWh. Para quem consome entre 80 e 120 kWh, a cobrança será proporcional ao que exceder a faixa gratuita.

Atualmente, apenas indígenas e quilombolas têm direito à isenção total da conta de luz. Já famílias de baixa renda registradas no CadÚnico recebem descontos de até 65%, dependendo do consumo. Com a nova proposta, essa política será ampliada e padronizada para alcançar uma parcela muito maior da população.

O custo estimado da mudança é de R$ 4,5 bilhões por ano, valor que será financiado por meio da redistribuição de encargos dentro do próprio setor elétrico. Para isso, a MP prevê o corte de subsídios atualmente concedidos a fontes de energia renovável, como a eólica e a solar — custos hoje repassados a todos os consumidores.

A proposta também projeta um reajuste de 1,4% nas contas dos demais consumidores para equilibrar o modelo.

Outro ponto central da MP é a abertura total do mercado de energia a partir de 2027. Isso permitirá que todos os consumidores residenciais escolham livremente a empresa da qual desejam comprar energia, nos moldes do que já ocorre com planos de celular. Atualmente, essa opção está disponível apenas para grandes empresas e indústrias.

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