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Réu por atropelamento que matou motoboy deixa prisão e revolta família

Réu por atropelamento que matou motoboy deixa prisão e revolta família

Por: Luanja Dantas
08/05/2025 às 06h46 Atualizada em 08/05/2025 às 09h46
Réu por atropelamento que matou motoboy deixa prisão e revolta família
Foto: Reprodução

A Justiça da Paraíba decidiu que Ruan Macário, condenado por atropelar e matar o motoboy Kelton Marques em 2021, poderá continuar cumprindo sua pena fora da prisão, mas com regras rígidas. A decisão foi da juíza Juliana Accioly Uchôa, da cidade de Catolé do Rocha. Como não há local adequado para presos nesse tipo de regime na cidade, ele será acompanhado por meio de tornozeleira eletrônica.

O acidente aconteceu em João Pessoa, no cruzamento entre as avenidas Flávio Ribeiro Coutinho e Esperança, no bairro Manaíra. Ruan foi preso no dia 29 de julho de 2022. Desde então, ele passou quase três anos na cadeia. Além disso, conseguiu reduzir o tempo da pena ao comprovar que estudou e trabalhou na prisão. Somando tudo, ele cumpriu o equivalente a mais de quatro anos, o que representa mais da metade da pena determinada pela Justiça.

Segundo a juíza, Ruan leu 19 livros, trabalhou todos os dias entre 2022 e 2025, fez faculdade a distância com mais de 700 horas de estudo e participou de projetos de trabalho no presídio. O bom comportamento durante o tempo preso também foi levado em consideração. Por isso, a juíza entendeu que ele tem direito de passar para um regime mais leve.

Mesmo fora da prisão, Ruan terá que seguir regras rigorosas. Ele só pode sair de casa das 5h da manhã até as 19h durante a semana. Nos fins de semana e feriados, o tempo de recolhimento em casa é ainda maior. Ele também não pode beber, usar drogas nem frequentar bares, festas ou shows. Se desrespeitar alguma dessas regras ou cometer novo crime, pode voltar para a prisão em regime mais severo.

A decisão causou revolta nos familiares da vítima. O advogado Luiz Pereira, que representa a família de Kelton, disse que vai recorrer. Para ele, é revoltante ver alguém condenado por um crime tão grave agora fora da cadeia, “postando fotos sorrindo nas redes sociais enquanto a família da vítima ainda sofre com a perda”.

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