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Pediatra preso por estupro segue detido em PE; Justiça da Paraíba exige agilidade na transferência

Pediatra preso por estupro segue detido em PE; Justiça da Paraíba exige agilidade na transferência

Por: Luanja Dantas
09/05/2025 às 13h40 Atualizada em 09/05/2025 às 16h40
Pediatra preso por estupro segue detido em PE; Justiça da Paraíba exige agilidade na transferência
Foto: Reprodução

A Justiça da Paraíba solicitou que as autoridades de Pernambuco informem os motivos que estão impedindo a transferência do médico pediatra Fernando Paredes Cunha Lima, preso desde o dia 7 de março, para João Pessoa. O médico está detido no estado vizinho, acusado de estupro de vulneráveis, incluindo pelo menos duas crianças atendidas por ele.

O pedido foi feito por uma juíza paraibana e enviado aos responsáveis pelo sistema prisional e pela Vara de Execuções Penais de Pernambuco. Segundo o documento, a Paraíba já indicou o local onde o médico deverá ficar custodiado, a Penitenciária de Segurança Máxima do bairro Valentina Figueiredo, em João Pessoa. No entanto, o estado de Pernambuco ainda não autorizou o deslocamento do detento.

O impasse se arrasta há semanas, mesmo após diversos pedidos formais da administração penitenciária paraibana. A resposta do estado vizinho é que a liberação ainda depende do aval do juízo responsável pela execução penal em Recife.

Fernando Paredes Cunha Lima, que é natural da Paraíba, foi preso preventivamente após denúncias de abuso sexual feitas por familiares de pacientes. As acusações envolvem atos praticados enquanto o médico atendia crianças em um consultório particular e em hospitais da rede pública. O caso teve grande repercussão na imprensa local e nacional, principalmente após surgirem novos depoimentos relatando situações semelhantes.

A Justiça da Paraíba tenta assumir a custódia do suspeito para facilitar o andamento das investigações, já que as denúncias também envolvem vítimas paraibanas. O objetivo da transferência é concentrar o processo no estado de origem do médico e dar mais agilidade às apurações.

Enquanto isso, Fernando segue preso em Pernambuco. O caso continua sendo acompanhado por órgãos de defesa da infância, Ministério Público e autoridades judiciais da Paraíba e de Pernambuco.

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