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Hugo Motta critica isenções fiscais e defende Estado mais eficiente: “Está pesado carregar isso”

Hugo Motta critica isenções fiscais e defende Estado mais eficiente: “Está pesado carregar isso”

Por: Luanja Dantas
14/05/2025 às 13h40 Atualizada em 14/05/2025 às 16h40
Hugo Motta critica isenções fiscais e defende Estado mais eficiente: “Está pesado carregar isso”
Foto: Reprodução

Durante participação no 14º Lide Investment Forum, realizado nesta terça-feira (13) em Nova York, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez duras críticas ao volume de isenções fiscais concedidas no Brasil e defendeu uma revisão urgente do tema como uma das principais pautas do debate público nacional.

“Está pesado carregar isso, e esse peso acaba sendo dividido por todos nós”, afirmou o parlamentar, ao destacar que o governo brasileiro deixa de arrecadar mais de R$ 650 bilhões por ano em razão de benefícios fiscais distribuídos a diferentes setores da economia. Para Motta, a discussão sobre essas renúncias precisa entrar no centro da agenda pública, sob pena de comprometer a sustentabilidade fiscal do país.

O presidente da Câmara ressaltou ainda que, nos últimos dois anos, o Congresso Nacional aprovou uma série de medidas para ampliar a arrecadação, mas que esse caminho estaria chegando ao limite. “Temos uma agenda de esgotamento na arrecadação. Agora é hora de discutir o outro lado: o gasto. Não podemos ignorar a responsabilidade que temos com as contas públicas”, reforçou.

Motta também observou que o crescimento econômico recente do Brasil tem sido sustentado, majoritariamente, pelo consumo interno, o que considera um modelo frágil para o desenvolvimento sustentável de longo prazo. Segundo ele, é preciso pensar em estratégias estruturantes que impulsionem a produtividade e a eficiência do Estado brasileiro.

O evento, promovido pelo Grupo Lide, reúne autoridades e lideranças políticas e empresariais de destaque. Além de Motta, participaram da edição deste ano nomes como o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso; o ex-presidente Michel Temer; o ex-governador João Doria; o presidente do Republicanos, Marcos Pereira; além de sete governadores, senadores e deputados federais.

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