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Correios adotam medidas duras para conter prejuízos e tentam evitar privatização

Correios adotam medidas duras para conter prejuízos e tentam evitar privatização

Por: Hermano Araruna
14/05/2025 às 17h09 Atualizada em 14/05/2025 às 20h09
Correios adotam medidas duras para conter prejuízos e tentam evitar privatização
Foto: Reprodução

Em meio à crescente pressão por eficiência e à necessidade de equilibrar as contas públicas, os Correios anunciaram um conjunto de medidas para conter despesas e reverter os prejuízos que colocaram a estatal entre as mais deficitárias do governo federal.

A direção da empresa comunicou aos funcionários a suspensão de férias já programadas, o fim do regime de home office e a redução da jornada de trabalho com corte proporcional de salários. A estratégia também inclui um novo ciclo de Plano de Demissão Voluntária (PDV) e ajustes na estrutura administrativa da sede, em Brasília.

Os cortes atingem sobretudo áreas administrativas e fazem parte de um esforço para manter a estatal fora da mira de novos planos de privatização. A empresa tenta ganhar fôlego financeiro após registrar sucessivos anos de queda na rentabilidade e perda de mercado para empresas privadas de logística.

Segundo fontes internas, os sinais de alerta se intensificaram após a inclusão dos Correios em relatórios do Tesouro Nacional sobre empresas públicas com alto risco fiscal. A reação foi imediata: corte de despesas não essenciais, reestruturação de contratos e contenção de benefícios.

A suspensão do teletrabalho também sinaliza uma tentativa de reverter o distanciamento da gestão sobre a produtividade, segundo analistas do setor. No entanto, as mudanças já têm gerado insatisfação entre funcionários, especialmente em setores que vinham apresentando bons indicadores mesmo no regime remoto.

O desafio, agora, é equilibrar o ajuste de contas com a manutenção da qualidade dos serviços prestados à população, sobretudo nas regiões mais remotas do país, onde a atuação dos Correios ainda é fundamental.

O governo Lula, que já sinalizou não priorizar a privatização da estatal, acompanha de perto a reestruturação. Mas, se os indicadores não melhorarem, o debate sobre o futuro da empresa deve voltar com força ao Congresso.

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