
O Ministério da Saúde decidiu não incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina destinada à prevenção do herpes-zóster. A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Segundo relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), a decisão levou em consideração o alto custo do imunizante em relação ao impacto que teria na prevenção da doença. A vacina recombinante adjuvada é indicada para idosos a partir de 80 anos e pessoas imunocomprometidas com 18 anos ou mais.
O documento destaca que, embora o Comitê de Medicamentos reconheça a importância da imunização contra o herpes-zóster, o preço atual inviabiliza a inclusão no programa público de saúde. A Conitec afirma que ainda é necessário negociar valores que tornem o investimento sustentável para o orçamento do SUS.
O relatório também apresenta uma estimativa de custos: a vacinação de 1,5 milhão de pessoas por ano representaria gasto anual de R$ 1,2 bilhão, chegando a R$ 5,2 bilhões ao longo de cinco anos. Por esse motivo, a medida foi considerada não custo-efetiva no momento.
A portaria ressalta que o tema poderá voltar à pauta caso surjam novos elementos que modifiquem a avaliação atual da Conitec.