
A organização criminosa alvo da Operação Puçá, deflagrada nesta quinta-feira (15) pela Polícia Civil da Paraíba, era chefiada por um homem natural de Campina Grande que já se encontra preso e, mesmo custodiado, continuava comandando o tráfico de drogas de dentro do sistema prisional.
Segundo as investigações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), o suspeito foi preso há alguns anos com cerca de meia tonelada de drogas e, mesmo após a prisão, estruturou um esquema de tráfico na modalidade delivery, utilizando comparsas em liberdade para a distribuição dos entorpecentes.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo funcionava como uma verdadeira empresa criminosa, com divisão de tarefas, logística de entrega e uso de contas bancárias em nome de terceiros para ocultar e movimentar o dinheiro obtido com o tráfico.
Até o momento, quase 20 pessoas foram presas durante a operação, que mobilizou mais de 100 policiais civis para o cumprimento de 24 mandados de prisão e cerca de 85 mandados de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Petrolina (PE) e Maringá (PR).
Como parte das medidas para enfraquecer financeiramente a organização, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 15 milhões em contas e bens ligados aos investigados.
O nome da operação faz referência ao puçá, armadilha utilizada na pesca de camarões, em alusão ao grupo criminoso que se autodenominava “rei do camarão”. Segundo a polícia, a investigação foi baseada em monitoramento técnico e produção robusta de provas, que permitiram identificar os integrantes e a estrutura do esquema.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o mapeamento da atuação do grupo criminoso.