
A defesa do cantor paraibano João Lima, preso por violência doméstica contra a ex-esposa, entrou com um pedido de habeas corpus nesta sexta-feira (30). O pedido será analisado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
João Lima está preso desde a última segunda-feira (26) na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como Presídio do Roger, no bairro do Róger, em João Pessoa. No habeas corpus, a defesa alega ausência de fundamentação para a necessidade da prisão.
O cantor está custodiado em um pavilhão exclusivo para presos que respondem por crimes no âmbito da Lei Maria da Penha, que atualmente abriga cerca de 60 internos.
De acordo com o diretor do presídio, Edmilson Alves, os detentos da ala respondem por crimes como agressões, tentativa de feminicídio e descumprimento de medidas protetivas. Ainda segundo a direção, João Lima é, no momento, o único preso não anônimo no pavilhão, embora outros casos de grande repercussão já tenham passado pelo local.
Entre os exemplos citados estão o caso da estudante de medicina Mariana Thomaz, morta por Johannes Dudeck, condenado a mais de 32 anos de prisão, e Danilo Santos da Silva, condenado a mais de 27 anos por matar a ex-esposa Maria Nataly Daiana da Silva Medeiros.
No mesmo presídio, mas em uma ala diferente, também estão presos Hytalo Santos e Israel Vicente, que respondem a processos na Justiça da Paraíba e permanecem em um pavilhão destinado à população LGBTQIA+.
João Lima passou a ser investigado após vídeos divulgados nas redes sociais mostrarem agressões contra a ex-esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante. A vítima registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa.