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Correios reabrem Plano de Desligamento Voluntário em meio a déficit bilionário

De acordo com a estatal, a expectativa é de que o programa tenha potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027.

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
02/02/2026 às 07h46
Correios reabrem Plano de Desligamento Voluntário em meio a déficit bilionário

Os Correios reabrem, a partir desta semana, as inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário (PDV). A adesão é individual e facultativa, com prazo até 31 de março. Os desligamentos devem ser concluídos até o fim de maio.

De acordo com a estatal, a expectativa é de que o programa tenha potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027, gerando uma economia anual estimada em R$ 2,1 bilhões nas despesas com pessoal, com impacto total a partir de 2028.

Atualmente, os Correios contam com mais de 82 mil empregados próprios e cerca de 10 mil terceirizados. O PDV 2026 integra a primeira fase do Plano de Reestruturação econômico-financeiro 2025–2027, que busca reduzir custos e garantir a sustentabilidade da empresa. No PDV anterior, realizado em 2025, cerca de 3.500 trabalhadores aderiram.

Entre as novidades do novo plano está o fim da restrição de idade mínima. Agora, qualquer empregado pode participar, desde que tenha ao menos dez anos de empresa. Também é exigido que o trabalhador tenha recebido remuneração por, no mínimo, 36 meses nos últimos 60 meses, além de não ter completado 75 anos até a data do desligamento.

O PDV mantém o incentivo financeiro do plano anterior e permite que empregados e dependentes optem pelo Plano de Saúde Família, com cobertura regional e mensalidades reduzidas.

A reestruturação ocorre em meio a uma crise financeira. Após diagnóstico interno, os Correios apontaram déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões por ano, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025. Para viabilizar o plano, a empresa anunciou a captação de R$ 12 bilhões em crédito e projeta uma redução de R$ 5 bilhões em despesas até 2028.

O plano também prevê o fechamento de mil agências deficitárias e a venda de imóveis ociosos para reforçar o caixa e diminuir custos operacionais.

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