
O padre Egídio de Carvalho Neto e o ex-chefe de Tecnologia da Informação do Hospital Padre Zé, Samuel Rodrigues Cunha Segundo, foram condenados à prisão na última sexta-feira (13), em decisão da 3ª Vara Criminal da Capital.
A sentença foi proferida pela juíza Ana Christina Soares Penazzi Coelho. Os dois foram considerados culpados por apropriação indébita majorada, em concurso de pessoas e continuidade delitiva, em um caso que envolve o desvio de equipamentos eletrônicos doados ao hospital pela Receita Federal.
Padre Egídio foi condenado a 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto. Já Samuel recebeu pena de 4 anos, 7 meses e 16 dias, também em regime semiaberto.
Além das penas privativas de liberdade, a Justiça determinou que os dois ressarçam R$ 525.877,77 por danos materiais e paguem R$ 500 mil por danos morais coletivos. A decisão ainda cabe recurso.
De acordo com as investigações, Egídio é apontado como líder de uma organização criminosa que teria desviado cerca de R$ 140 milhões destinados a instituições como o Instituto São José, mantenedor do Hospital Padre Zé, e a Ação Social Arquidiocesana da Paraíba. Ele também responde a outros processos relacionados à gestão da instituição.