
Um grupo criminoso liderado por um pernambucano preso em um condomínio de alto padrão em João Pessoa movimentou mais de R$ 90 milhões em um período de três anos, segundo a Polícia Civil de Pernambuco. A informação foi divulgada durante a Operação Teia, deflagrada nessa segunda-feira (16).
A ação teve como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Paraná.
De acordo com as investigações, o líder da organização foi preso na capital paraibana. No local, os policiais apreenderam três armas de fogo, munições e um carro de luxo.
A Polícia Civil acredita que o grupo criminoso seja formado por 16 integrantes. Até o momento, 11 pessoas já foram presas.
Ainda segundo a investigação, parte dos suspeitos atuava principalmente na movimentação financeira do tráfico de drogas. As apurações também identificaram uma ramificação da organização, envolvendo um homem que já havia sido preso diversas vezes por tráfico e que aparecia como responsável por receber grandes quantias provenientes da atividade criminosa.
Conforme o delegado José Eymard, da Polícia Civil de Pernambuco, esse suspeito possuía três mandados de prisão em aberto e seria responsável por fornecer drogas ao grupo.
As investigações começaram em setembro de 2022, após a prisão de suspeitos na cidade de Toritama, em Pernambuco. Na ocasião, foram apreendidas armas de fogo, drogas e veículos roubados. A partir dessa operação inicial, a polícia também conseguiu apreender mais de duas toneladas de maconha no Sertão pernambucano.