
Um dos investigados presos na operação da Polícia Federal que resultou no afastamento do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas já havia sido alvo de outra investigação por fraudes em concursos públicos. De acordo com documentos, Dárcio de Carvalho Lopes teria ligação com a chamada “máfia dos concursos”, grupo criminoso que teria base de atuação na cidade de Patos, no Sertão da Paraíba.
Em 2017, Dárcio, professor de português e funcionário da Caixa Econômica Federal, foi preso enquanto realizava a prova de um concurso do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). Na ocasião, ele confessou que havia sido recrutado por uma organização criminosa e que receberia R$ 300 por cada questão respondida durante o exame.
Segundo o próprio investigado, ele aceitou participar do esquema porque enfrentava dificuldades financeiras naquele período.
As investigações mais recentes da Polícia Federal, conduzidas no âmbito da Operação Concorrência Simulada, indicam que ele teria voltado a participar de fraudes em concursos públicos, incluindo o concurso da própria Polícia Federal.
Ainda conforme a PF, mesmo após a prisão em 2017, Dárcio continuou atuando nesse tipo de prática. Nas apurações, ele foi identificado pelo apelido de “Dadá Meu Frango” e teria participado da troca de mensagens e do envio de respostas durante a realização das provas.
O mandado de prisão preventiva contra o investigado foi cumprido na última terça-feira (17), em João Pessoa. De acordo com a Polícia Federal, ele já responde a diversas ações penais relacionadas a fraudes em concursos públicos e participação em organização criminosa.