
Um servidor do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba está sendo investigado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude em concursos públicos. As investigações apontam que o funcionário teria atuado diretamente na aplicação das provas e, por ocupar a função de coordenador, possuía acesso aos malotes contendo os exames.
Segundo a polícia, ele teria quebrado o sigilo do material antes da realização das provas e repassado o conteúdo a integrantes do grupo criminoso. A partir disso, as respostas eram distribuídas a candidatos interessados, que pagavam para obter vantagem no processo seletivo.
A identidade do suspeito foi confirmada pela Justiça após a análise de mensagens interceptadas durante a investigação, nas quais ele aparecia identificado por um codinome. O servidor foi alvo de um mandado de busca e apreensão, mas não chegou a ser preso.
A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em diversos estados do país. De acordo com a Polícia Federal, o grupo transformava concursos públicos em um esquema ilegal de comercialização de vagas.
Ainda conforme as investigações, a organização funcionava com divisão de tarefas entre os integrantes. Enquanto alguns tinham acesso antecipado às provas, outros eram responsáveis por intermediar o contato com os candidatos interessados e também por organizar o recebimento dos pagamentos.
Entre os presos na operação está o Gustavo Xavier de Albuquerque, suspeito de pressionar membros do esquema para conseguir benefícios para terceiros. A Polícia Federal aponta que o esquema operava há vários anos e cobrava valores elevados para garantir aprovações, com pagamentos realizados em dinheiro e até por meio de bens.