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Servidor do TRE-PB é investigado pela Polícia Federal por suspeita de fraude em concursos públicos

Segundo a polícia, ele teria quebrado o sigilo do material antes da realização das provas e repassado o conteúdo a integrantes do grupo criminoso.

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
21/03/2026 às 12h00 Atualizada em 21/03/2026 às 12h02
Servidor do TRE-PB é investigado pela Polícia Federal por suspeita de fraude em concursos públicos

Um servidor do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba está sendo investigado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude em concursos públicos. As investigações apontam que o funcionário teria atuado diretamente na aplicação das provas e, por ocupar a função de coordenador, possuía acesso aos malotes contendo os exames.

Segundo a polícia, ele teria quebrado o sigilo do material antes da realização das provas e repassado o conteúdo a integrantes do grupo criminoso. A partir disso, as respostas eram distribuídas a candidatos interessados, que pagavam para obter vantagem no processo seletivo.

A identidade do suspeito foi confirmada pela Justiça após a análise de mensagens interceptadas durante a investigação, nas quais ele aparecia identificado por um codinome. O servidor foi alvo de um mandado de busca e apreensão, mas não chegou a ser preso.

A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em diversos estados do país. De acordo com a Polícia Federal, o grupo transformava concursos públicos em um esquema ilegal de comercialização de vagas.

Ainda conforme as investigações, a organização funcionava com divisão de tarefas entre os integrantes. Enquanto alguns tinham acesso antecipado às provas, outros eram responsáveis por intermediar o contato com os candidatos interessados e também por organizar o recebimento dos pagamentos.

Entre os presos na operação está o Gustavo Xavier de Albuquerque, suspeito de pressionar membros do esquema para conseguir benefícios para terceiros. A Polícia Federal aponta que o esquema operava há vários anos e cobrava valores elevados para garantir aprovações, com pagamentos realizados em dinheiro e até por meio de bens.

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