
A Paraíba possui atualmente 35 empregadores incluídos no Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A atualização mais recente da chamada “lista suja” do trabalho escravo foi publicada na terça-feira (7).
Entre os casos identificados no estado estão empresas da construção civil em cidades como João Pessoa e Cabedelo, além de pedreiras localizadas em áreas rurais, onde equipes de fiscalização encontraram trabalhadores submetidos a condições consideradas degradantes.
Em todo o país, a nova atualização incluiu 169 empregadores, elevando o total para 613 nomes na lista. O número representa um aumento de 6,28% em relação à atualização anterior. Segundo o ministério, os casos divulgados ocorreram entre os anos de 2020 e 2025, em 22 estados brasileiros.
De acordo com o órgão, o trabalho em condição análoga à escravidão pode ser caracterizado por situações como trabalho forçado, jornadas exaustivas, condições degradantes e restrição da liberdade do trabalhador. Também entram nessa definição práticas como retenção de documentos pessoais, vigilância para impedir a saída do local de trabalho ou restrição de locomoção por dívidas ou outros meios.