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MPE aciona Efraim Filho, Wesley Safadão e Bruno Cunha Lima por suposta propaganda antecipada

A representação também cita uma recomendação expedida anteriormente, que vedava discursos políticos.

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
10/06/2026 às 09h36
MPE aciona Efraim Filho, Wesley Safadão e Bruno Cunha Lima por suposta propaganda antecipada

O Ministério Público Eleitoral (MPE) ajuizou uma ação contra o senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho, o cantor Wesley Safadão e o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, por suposta propaganda eleitoral antecipada e conduta vedada a agente público durante os festejos juninos realizados no Parque do Povo.

De acordo com a representação, o episódio ocorreu durante o show de Wesley Safadão, realizado na última sexta-feira (5), quando o artista fez no palco o gesto conhecido como "foguete" e declarou: "o foguete, está aqui o foguete". O símbolo é associado à trajetória política de Efraim Filho, que estava presente no evento e teria respondido reproduzindo o mesmo gesto.

Segundo o Ministério Público, a simbologia já foi utilizada em campanhas eleitorais anteriores do senador e continua sendo empregada em sua comunicação pública e nas redes sociais, o que poderia caracterizar promoção eleitoral fora do período permitido pela legislação.

O órgão ressalta que a manifestação ocorreu diante de milhares de pessoas durante um dos maiores eventos públicos do estado, ampliando o alcance da mensagem e seus possíveis efeitos eleitorais.

Na ação, o MPE destaca que agentes públicos não podem utilizar ou permitir o uso de eventos financiados com recursos públicos para beneficiar candidatos ou pré-candidatos. A representação também cita uma recomendação expedida anteriormente, que vedava discursos políticos, manifestações de autopromoção e qualquer forma de divulgação eleitoral em palcos, telões, sistemas de som e demais estruturas dos festejos juninos.

Além da ação principal, o Ministério Público informou que deverá solicitar uma medida cautelar para retirada imediata de conteúdos relacionados ao caso publicados nas redes sociais, bem como a preservação dos dados pelas plataformas digitais.

A representação prevê ainda a aplicação de multa no valor de R$ 25 mil para cada um dos três envolvidos por suposta prática de propaganda eleitoral antecipada.

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