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Operação contra bets ilegais bloqueia mais de R$ 100 milhões na Paraíba

A ação resultou no bloqueio de mais de R$ 100 milhões em bens e ativos financeiros.

Por: Redação Fonte: ParaíbaON
08/07/2026 às 13h49
Operação contra bets ilegais bloqueia mais de R$ 100 milhões na Paraíba

Uma operação conjunta foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (8) para combater a atuação de organizações criminosas investigadas por explorar plataformas clandestinas de apostas esportivas na Paraíba. A ação resultou no bloqueio de mais de R$ 100 milhões em bens e ativos financeiros.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Regional das Garantias do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). A operação é coordenada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA) e da Loteria do Estado da Paraíba (Lotep).

Segundo o Gaeco, as investigações apontaram a existência de uma estrutura empresarial criada para explorar ilegalmente plataformas de apostas sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas e sem credenciamento junto à Lotep.

Ainda conforme a investigação, o grupo utilizava pessoas físicas e jurídicas interligadas para dar aparência de legalidade às operações, por meio de empresas de fachada, sedes fictícias e capital social incompatível com a capacidade financeira dos sócios. As apurações também indicam que não havia estrutura operacional para o funcionamento das empresas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de exploração ilegal de loteria, organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes eletrônicas contra consumidores. Para dificultar o rastreamento dos recursos, o grupo utilizava domínios eletrônicos irregulares e sociedades empresariais simuladas.

Como parte das medidas judiciais, foi determinado o bloqueio de ativos financeiros, incluindo criptoativos, além da restrição de bens móveis, totalizando R$ 101,99 milhões.

As investigações seguem em segredo de Justiça.

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