PT deve priorizar capitais e cidades com mais de 100 mil habitantes na distribuição do fundo eleitoral
PT deve priorizar capitais e cidades com mais de 100 mil habitantes na distribuição do fundo eleitoral
Por: Luanja Dantas
05/02/2024 às 09h32Atualizada em 05/02/2024 às 12h32
Foto: Reprodução
O PT deve começar as análises para a distribuição do fundo eleitoral em março. Fontes da legenda que estão na articulação das eleições dizem que a expectativa é que os maiores valores sejam destinados para capitais e cidades com mais de 100 mil habitantes. A definição deve sair até abril. Integrantes da alta cúpula do PT aguardam a finalização de um levantamento feito pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), uma equipe interna do partido, sobre possibilidades de candidaturas e alianças — principalmente em cidades de 100 mil habitantes — e as definições dos candidatos nas principais capitais. O fundo eleitoral para financiamento das eleições municipais terá valor de R$ 4,9 bilhões, mais do que o dobro do montante disponível para o pleito de 2020. O PT terá o segundo maior valor do fundo, atrás apenas do PL. Ambos partidos se uniram na votação do orçamento, em dezembro de 2023, para apoiar o “fundão bilionário”. Além das discussões internas, o partido ainda aguarda as festividades de 44 anos da legenda para se debruçar sobre a distribuição dos recursos. Se, em 2020, a opção do PT foi ter o maior número de candidaturas possíveis, agora a prioridade é derrotar o bolsonarismo com a chamada “frente ampla”, priorizando alianças em locais onde nomes fora da legenda tenham chances de vitória. É o caso de São Paulo. O PT optou por filiar novamente Marta Suplicy na sexta-feira (2). Ela será a vice na chapa do pré-candidato a prefeito de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL). As análises para formação das chapas ainda envolvem a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Criada em 2022 para o pleito presidencial, essa é a primeira eleição municipal com os partidos federados. A federação vai criar comissões municipais para discutir as alianças nas eleições de outubro. Na quinta-feira (1º), a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos (PCdoB), assumiu a presidência da federação.
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