
Mais dois ministros do governo federal deixaram oficialmente seus cargos nessa quarta-feira (1º). As exonerações de Marina Silva, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e de Renan Filho, do Ministério dos Transportes, foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União.
Os dois devem disputar cargos nas eleições de outubro. Marina Silva é cotada para concorrer ao Senado pelo estado de São Paulo, enquanto Renan Filho deve disputar o governo de Alagoas, cargo que já ocupou anteriormente.
Com a saída de Marina, o Ministério do Meio Ambiente passa a ser comandado por João Paulo Capobianco, que exercia a função de secretário-executivo da pasta e era considerado braço-direito da ministra.
Já no Ministério dos Transportes, quem assume é George Palermo Santoro, que também ocupava o cargo de secretário-executivo, segunda posição na hierarquia da pasta.
Ao todo, cerca de 18 dos 37 ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem deixar os cargos para disputar as eleições deste ano.
A saída ocorre por causa da legislação eleitoral, que determina que ocupantes de cargos públicos que pretendem concorrer a outros postos eletivos precisam se afastar até seis meses antes da votação. O prazo final para essa desincompatibilização termina no dia 4 de abril, já que o primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a regra busca evitar o uso da máquina pública e garantir igualdade de condições entre os candidatos durante o processo eleitoral.
A exigência também se aplica a governadores, prefeitos, magistrados, secretários estaduais, membros de tribunais de contas e dirigentes de empresas ou fundações públicas.