
A Caixa Econômica Federal realiza, nessa quarta-feira (20), o pagamento da parcela de maio do Bolsa Família para os beneficiários que possuem o Número de Inscrição Social (NIS) com final 3. O piso garantido do programa social do Governo Federal é de R$ 600,00 por núcleo familiar, mas, com a inclusão de adicionais e auxílios variáveis, o tíquete médio pago aos cidadãos subiu para o valor de R$ 678,01. Conforme os dados consolidados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a folha de pagamento deste mês vai injetar R$ 12,9 bilhões na economia, alcançando cerca de 19,08 milhões de lares brasileiros.
Além da base fixa do benefício, o programa opera com a distribuição de três adicionais específicos de assistência à infância e à maternidade. O Benefício Variável Familiar Nutriz garante um repasse de seis parcelas mensais de R$ 50,00 destinadas a mães de recém-nascidos de até seis meses, focando na segurança alimentar dos bebês. Da mesma forma, são pagos adicionais extras de R$ 50,00 para mulheres gestantes e mães em fase de amamentação, além de R$ 50,00 por cada dependente com idade entre 7 e 18 anos incompletos. Famílias que possuem crianças de até 6 anos recebem uma cota extra de R$ 150,00 por menor. As consultas sobre os valores atualizados e extratos detalhados de saque podem ser feitas diretamente pelo aplicativo oficial Caixa Tem.
Em paralelo ao cronograma regular, que distribui os saques ao longo dos últimos dez dias úteis do mês, o MDS autorizou o pagamento unificado do Bolsa Família para moradores de 217 cidades localizadas em nove estados brasileiros. Nesses municípios, o dinheiro foi liberado em lote único na última segunda-feira (18), sem a necessidade de escalonamento por NIS. O plano de contingência atendeu a 124 cidades do Rio Grande do Norte que passam por severa estiagem, além de municípios no Amazonas (3), Pará (1), Paraíba (31), Paraná (16), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (3), Roraima (6) e Sergipe (6), cujas regiões enfrentam crises climáticas, desastres naturais ou concentram comunidades indígenas vulneráveis.
A folha de maio também traz cerca de 2,26 milhões de famílias integradas na chamada regra de proteção. O mecanismo legal assegura que beneficiários que conquistaram um emprego com carteira assinada ou melhoraram o rendimento mensal continuem recebendo 50% do valor do Bolsa Família por um período de transição, contanto que a renda por pessoa não ultrapasse o teto de R$ 706,00. Uma atualização nas normas do programa reduziu o tempo de permanência nessa salvaguarda econômica de dois anos para apenas um ano. Entretanto, essa restrição só atinge os beneficiários que ingressaram na transição a partir de junho de 2025; os cadastrados antes desse marco temporal mantêm o direito de receber metade do auxílio pelo prazo anterior de 24 meses.